9 de abr. de 2009

let's study phisics?

Ela acha que ninguém percebe, mas sempre que põe o fone no ouvido e vai para a cozinha, ela canta, dança e se diverte. Ouve músicas violentas para se emocionar e músicas emocionantes para se divertir. Pensa alto de vez em quando e ri de besteiras sem vergonha. Faz de todos os vidros espelhos e se anima ao fazer poses, caras e bocas. Sente falta de muitas pessoas em sem dia-a-dia e é naturalmente carinhosa. Ama reclamar e se estressa por besteiras. Adora jogar cartas, mesmo que não ganhe. Freqüentemente fala em inglês sozinha e canta músicas imorais em voz alta. Escreve em qualquer lugar que esteja em seu alcance. Tenta desenhar e tenta seguir o código dos brows. Lê livros, mas não anseia ser a heroína. Quer ser a escritora, quer ser criativa. Ela realmente precisa da sua ajuda, mesmo que você não saiba. Ela é a Anônima, tem 13 anos e não suporta História. Ela é a Anônima, você pode parecer mais com ela do que você acha. Ela tem medo de mostrar seus sentimentos e parecer boba. Tem medos e anseios, assim como você. Ela tem celulite e estrias, sofre por paixão e faz cena. Teve medo do primeiro beijo e se apaixonou por um indecente. Ela acha que fala demais e não tem certeza das coisas que faz. Tem medo de trova e faz brincadeiras com todo mundo. Não gosta de ser apagada, mas também não quer todas as atenções centradas nela. Ela fala aquilo que você não tem coragem nem de pensar.

Prazer, sou a Anônima, tenho 13 anos e não suporto História.

girl, what do you want?

Manias e costumes chatos. Não suporto uma cadeira fora do lugar e acho que estou começando a criar uma mania por organização. Geralmente meus trabalhos são manuscritos e eu não me aquieto no colégio. Tenho costume de olhar pela janela e imaginar como é a vida das pessoas que vejo na rua. Passo muito tempo no banheiro, mas não fazendo necessidades e sim lendo, sentada no chão. É um lugar confortável, se você olhar por um lado. É frio, mas não um frio triste. E sim um frio quente. Acho que já perceberam, mas eu não sei me expressar e odeio ter que consolar as pessoas. Não é uma coisa da qual me orgulhe, mas eu não SEI consolá-las, logo, me sinto incapaz e fraca, e acho que não há ninguém que goste de se sentir desse jeito.
Tenho treze anos e odeio história. Pelo menos a história de antes do século vinte. Iluminismo, feudalismo, revolta protestante, sinceramente, não é pra mim isso. Visto as roupas da minha mãe e, por incrível que pareça, elas cabem perfeitamente. Falando nela, acho que tenho um relacionamento um pouco estressante com ela. Mas acho que não há mães que não se estressem com filhos e vice-versa.
Na maioria das vezes, me desaponto com coisas idiotas e fúteis, como um seis em redação e até fico feliz por causa de um emoticon. Digo que essas coisas podem salvar ou arruinar minha noite.

Algumas pessoas chegam a me admirar pelas coisas que escrevo. Mas, sinceramente, preferiria mil vezes não só escrever coisas e sim vivê-las. Sim, escrevo coisas que já vivi, mas gostaria de viver metade das que escrevo. Mas isso não está importando para mim agora.

Acho que mudei um pouco do assunto do texto, mas o que eu realmente queria era que alguém lesse isso e se interessasse no que eu posso oferecer, no que eu posso fazer.

7 de abr. de 2009

06.01.09

Sentados, os dois em bancos de plástico. Dois anos de idade separavam duas vidas. Descrições, bem, as faço após contar os fatos. Ela nunca provara o gosto de um beijo. Ele já provara até demais, mas ainda não abusara. Estava à procura de novos gostos, novos sabores. Conheciam-se há apenas poucos dias, mas conversavam bastante. Atração? Essa existia, tenha certeza desse fato. Ela tentava disfarçar, com medo de parecer ansiosa (com s) demais. Ele não se dava a tal trabalho, pois sabia que ela tinha conhecimento do que ele "sentia".

Ela se encontrava no auge de seu nervosismo, dada a pergunta que ele a fizera. "Então, Amanda, tu quer ficar comigo?" Um singelo aceno de cabeça respondeu. Para cima e para baixo. Ela não ousava olhar para ele. Se tivesse olhado, veria seus olhos castanhos escuros mirando-a. Sua pele branca contrastando com a boca avermelhada de tanto ser umedecida pela língua. "Pode ser?" Foi sua última pergunta. "Pode ser". Foi sua última resposta.

Quem por ali passasse, teria visto um garoto alto que devia contar dezesseis anos, branco do cabelo escuro, arrastando um banco para mais perto ficar da garota do rosto avermelhado que na sua frente se encontrava. As pernas dele ficaram no intervalo das pernas dela. Sua mão em seu pescoço, sua boca em sua boca.

Três vezes. Três beijos.

Hoje em dia, três palavras. "Amanda, como vai?"

4 de abr. de 2009

Dezesseis.

- Robin, você não sabe o que eu acabei de receber! - exclamou Ana. Ela era um alemã que viera morar no Brasil ainda criança. Loira dos olhos cor-de-mel, Ana não pensava em outra coisa a não sem em seus afazeres. Era ambiciosa, independente e determinada.
- Bom, é CLARO que eu não sei, Ana Maria - resmungou Robin, ainda sonolenta. Ainda são sete da manhã, poxa!, pensou. O que Ana estaria fazendo acordada tão cedo num domingo de manhã? Preguiçosa por natureza, Robin era o oposto de Ana, sua amiga mais próxima. Casada há três anos, ainda impressionava os homens com sua beleza, quando saía para bares com Ana, na tentativa de descontrair a amiga. Ambas com vinte e sete anos, se conheciam desde dos catorze. A jovem canadense era professora de jardim-de-infancia, profissão que Ana desaprovava profundamente.
Ana recebera um e-mail falando sobre a missa de onze anos de morte de um colega de colégio: João Roberto.
João Roberto, amis conhecido por Johnny, era o mais popular da escola, namorava Ana, era o melhor amigo de Robin e o rei dos "pegas" da Asa Sul. Era um grande conquistador, tocava violão e sabia tudo sobre estrelas do rock daquela época: Led Zeppelin, Beatles e Rolling Stones.
Mas após o termino de namoro com Ana, relação proibida pelos pais de ambos, Johnny mudou. Ele andava quieto demais, só que quase ninguém percebeu. No dia seguinte, João Roberto marcou um superpega para o fim de semana, na Curva do Diabo, em Sobradinho. No sábado, todos os corredores estavam em suas posições. Um, dois, três, VÃO!, gritava a plateia entusiasmada. ana andava apreensiva com a corrida, por ainda gostar muito de Johnny. "Só deu pra ouvir foi aquela explosão e os pedaços do Opala azul de Johnny pelo chão".
- O aluno João Roberto não está mais entre nós - falou o diretor, na segunda-feira, para o corpo discente do segundo ano - Ele só tinha dezesseis anos, que isso sirva de aviso pra vocês.
Não que alguém tenha acreditado que Johnny tivesse morrido por causa do acidente. "Johnny era fera demais pra vacilar assim. E há quem diga que foi tudo por causa de um coração partido. Um coração."
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EU ME FODI NESSA REDAÇÃO, REVOLTAS MIL!