Uma.
Duas.
Três.
Alex já contava quatro gotas no chão quando viu um par de tênis Converse na sua frente. Elevou seu olhar até encontrar um rosto.
- Olá, pequeno Peter. - ao sorrir, sua visão ficou embaçada. Mais uma lágrima despencou do azul e agora eram cinco no chão.
- Olá Alex. - ele não parecia incomodado com a visão de sua amiga chorando.
- Bom, não tão pequeno Peter está de volta, pelo que vejo.
- Não por muito tempo.
Eles usavam palavras despreocupadas, mas sabiam que assim não estavam. A preocupação rondava por lá.
Chovia furiosamente. Era noite. O céu laranja era o cenário da cena.
- Achei que você voltara para ficar... - a voz de Alex morreu no caminho.
- Vim só ver como as coisas estavam. Sabe, sinto falta daqui de vez em quando. Das risadas que ecoavam na escada, dos tombos levados na quadra...
- Sim, sim. Odeio que você tenha se mudado e levado minha rotina contigo.
- Acredite, Alex. Por mim, eu voltaria. Meu pai foi transferido. Isso não é minha culpa.
- Pequeno Peter, eu sei. Já ouvi isso várias vezes. Mas... o que fazes aqui?
- Voltei para pegar um porta-retrato...
- Você voltou por causa de um porta-retrato? Veio do outro lado do país para um PORTA-RETRATO?
- Sim, Alex. Pelo porta-retrato.
- E para nada mais?
- E para nada mais.
Dois vizinhos magros e brancos se abraçavam às duas da manhã de uma quarta feira chuvosa.
Um viajaria dali algumas horas e se arrependeria de não ter beijado quem tanto desejava. A outra não conseguiria dormir por horas e não encontraria ânimo para nada.
Dois anos depois se encontrariam.
Dois anos depois daquela quarta feira chuvosa.
Duas.
Três.
Alex já contava quatro gotas no chão quando viu um par de tênis Converse na sua frente. Elevou seu olhar até encontrar um rosto.
- Olá, pequeno Peter. - ao sorrir, sua visão ficou embaçada. Mais uma lágrima despencou do azul e agora eram cinco no chão.
- Olá Alex. - ele não parecia incomodado com a visão de sua amiga chorando.
- Bom, não tão pequeno Peter está de volta, pelo que vejo.
- Não por muito tempo.
Eles usavam palavras despreocupadas, mas sabiam que assim não estavam. A preocupação rondava por lá.
Chovia furiosamente. Era noite. O céu laranja era o cenário da cena.
- Achei que você voltara para ficar... - a voz de Alex morreu no caminho.
- Vim só ver como as coisas estavam. Sabe, sinto falta daqui de vez em quando. Das risadas que ecoavam na escada, dos tombos levados na quadra...
- Sim, sim. Odeio que você tenha se mudado e levado minha rotina contigo.
- Acredite, Alex. Por mim, eu voltaria. Meu pai foi transferido. Isso não é minha culpa.
- Pequeno Peter, eu sei. Já ouvi isso várias vezes. Mas... o que fazes aqui?
- Voltei para pegar um porta-retrato...
- Você voltou por causa de um porta-retrato? Veio do outro lado do país para um PORTA-RETRATO?
- Sim, Alex. Pelo porta-retrato.
- E para nada mais?
- E para nada mais.
Dois vizinhos magros e brancos se abraçavam às duas da manhã de uma quarta feira chuvosa.
Um viajaria dali algumas horas e se arrependeria de não ter beijado quem tanto desejava. A outra não conseguiria dormir por horas e não encontraria ânimo para nada.
Dois anos depois se encontrariam.
Dois anos depois daquela quarta feira chuvosa.

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