29 de dez. de 2008

Felling This.

Reveillon em casa. Natal em casa. Férias em casa. Carnaval em casa. Semana Santa em casa. Tédio em casa. Em casa? Vamos para o vício: internet. Internet que me fez conhecer pessoas. Boas, na maioria. Mas também me fez perceber alguns sentimentos e reagir de jeitos que nunca imaginei que reagiria: paixão, amor, confiança, ciúmes, ódio, tristeza, confusão e curiosidade. Tal curiosidade que - quase - sempre é a grande responsável pelas emoções citadas acima. Menos a tal da confusão. Confusão de sentimentos, sempre tem que existir, não? Confundir amizade com paixão, amor com obcessão, timidez com medo. É algo meio bizarro, não?

take this sad song and make it better.

28 de dez. de 2008

Sem título.

E é época de Ano Novo, minha gente! Todo mundo procura ser melhor no ano que vem, procura realizar todas as promessas que fez em 2008 e cumpri-las em 2009. Impossível. Mas ainda assim, alguns bobos procuram. Antes tarde do que nunca, não? Mas eu só venho procurando uma razão. Uma razão para continuar com isso. Uma razão para continuar a fazer o que venho fazendo. Seria masoquismo? Seria falta de amor-próprio? Talvez. Mas você simplesmente desconhece o que venho sentindo, o que na verdade, não é tanta novidade para mim. Você não tem a mínima idéia do que falo e o ciúmes vem me corroendo, pouco a pouco. Eu sei que nunca daria certo. Nós. Eu e você. Dois. Mas outra pessoa talvez tenha aparecido no momento correto. No momento que eu parecia ter decidido o que fazer, ela apareceu. Se é para ajudar? Não sei, mas que me vem servindo como uma ótima distração, pelo menos dos meus problemas, ah, pode ter certeza que sim.
É ridículo isso? Sim, tenha certeza que é.

everytime I look for you, the sun goes down.

22 de dez. de 2008

Engraçado como algumas decisões mudam nossas vidas e como outras podem não influenciar - momentaneamente - na mesma. Decisões como ficar com alguém de uma idade avançada, mudaria bastante. Mas e se você quisesse essa mudança mais do que muita coisa na sua vida? O que você faria?
Eu aceitaria essa decisão e mudaria.
Se fosse pelo meu bem-estar e pela minha paz, eu faria. Se fosse me acalmar, eu faria. Se fosse por alguém que realmente valesse a pena e que me trouxesse a paz, eu faria. Talvez faça. Depende. Depende dele. Depende das circunstâncias. Mas não depende de mim. Por mim, está tudo certo, porque você é quem tem mexido comigo constantemente. Mesmo que não saiba disso, você me traz um calor - mesmo que não seja literal - que me faz bem.

Como é que se diz 'Eu te amo'?

18 de dez. de 2008

Quem somos?

Quem sou eu. Antes, eu nunca havia prestado muita atenção à essa pergunta, mas hoje - nesse momento, mais precisamente - eu pensei melhor nela. Quem eu sou? É uma pergunta que muitas pessoas se fazem hoje em dia e mesmo assim, não conseguem encontrar uma resposta. Muitas delas iram dizer suas preferencias, como são fisicamente e até mentalmente, mas nunca conseguirão responder essa pergunta completamente. Sempre pensarão que acabaram, no entanto, sempre acharão que há algo faltando. Por que? Porque o ser humando ainda não tem a capacidade que precisa para responder à essa pergunta, pois a sua personalidade está a todo momento sendo modificada. Nesse exato momento, em que vos digito tais palavras, minha personalidade muda. Posso estar sentada na cadeira - dura e laranja - do meu quarto, enquanto meu primo assiste Animes no quarto ao lado, minha personalidade estará mudando. Ou será que não? Mas pensemos: já imaginaram se continuássemos com a mesma cabeça de, bom, um ano atrás? Para muitas pessoas, não há muita diferença... mas pessoas como eu, que ainda estão em fase de amadurecimento, há muitas mudanças. No entanto, voltemos à pergunta do começo do texto - ou monólogo. Quem sou eu? Já cansei de tentar me definir, usando meras palavras que nunca demonstrarão realmente quem eu sou. Então, que tal pararmos de tentar nos definir - e consequentemente, nos limitarmos, como naquele velho clichê - e deixarmos que outras pessoas nos definam, como elas bem entenderem?
Tristeza nunca mais. Isso é bobagem. Tristeza, quero dizer. Vamos viver nossa vida enquanto é tempo, não deixemos bobeiras, coisas momentâneas - ou nao - nos afetarem. Somos apenas crianças, por mais que tentemos negar. Somos jovens. Podemos errar. Podemos brincar. Devemos errar somente para aprender, no entanto, continuar no erro passa a ser burrice. Sim, isso é um plágio àquele ditado popular. No entanto, não sejamos burros. Superaremos tudo. Algum dia.
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Um pouco velho e desgastado.

11 de dez. de 2008

E foi de longe que eu o vi.
Tão feliz, ria de verdade, dava pra perceber.
Um riso verdadeiro, único.
E foi aquela boca linda que me fez tremer.

Tremiam os braços, as pernas, a boca.
Quem passasse poderia pensar:
Nossa, estarais louca?
Mas eu procurava respirar, me acalmar.

Então, eis a grande pergunta:
Abraçar ou não abraçar? Falar ou não falar?
Chamar ou não chamar? Virar ou não virar?
Covarde.

Hoje, tenho raiva por não ter ouvido tua voz.
Tenho raiva por não ter te abraçado.
Tenho raiva por não ter lembranças do teu cheiro.
Hoje teria feito tudo isso sem nenhum receio. <3

10 de dez. de 2008

Descrições.

Bom, vamos parar um pouco de contar os fatos e deixe-me explicar-lhe a situação. Eu, Kauê, e uns amigos e amigas combinamos de passar nossas férias do terceiro ano – do TÃO esperado terceiro ano – viajando para cada cidade do litoral nordestino. Passávamos uma semana em cada lugar, acordando tarde e dormindo ao amanhecer. No dia que relatei primeiro, nós havíamos acabado de chegar em Paracuru. Era uma praia bonita, passamos o dia zoando por lá. Nós estávamos com uma Besta, logo, éramos doze. Seis caras e seis garotas: eu, Bruna, Gabi, Henrique, Luana, Isadora – nossa querida Dorinha - , Fernanda, Manuel, João Carlos – ou mais conhecido como Joca - , Paulo, Raquel e Rodrigo.

Henrique era o namorado de Gabi. Mais ciumento que ele, nunca havia visto ninguém. Era o mais velho de nós, com seus 19 anos, então, como conseqüentemente, era o mais responsável, dirigia o carro. Era um cara não tão alto, mas compensava sua falta de altura com seus músculos. Digamos que o que ele não tinha em comprimento, ele tinha em espessura.

Luana era o contrário de Gabi. Ela tinha uma estatura normal, para uma jovem. Era loura dos olhos azuis e tinha a pele bastante branca. Enfim, era o sonho de consumo de todos os rapazes do nosso colégio. Enquanto Gabi passava tranqüila em todas as matérias, Luana lutava bastante para conseguir não ficar de recuperação. Ela era a mais rica de nós, com um enorme apartamento no bairro Aldeota e com várias casas de campo. A casa em que ficamos, no Paracuru, era dela. Embora aparentasse, não era nem um pouco mimada ou fresca. Na verdade, ela era completamente diferente do esperado. Era a garota mais imprevisível que eu já vira. E a mais fria também, posso dizer. Vários garotos de nosso colégio eram apaixonados por ela, mas Luana não tinha coração para gostar deles como eles gostavam. Ela era aquela típica garota que fica sem compromisso e só sai para se divertir. Em alguns momentos isso era bom, pois mesmo que não gostasse de compromissos, ela tinha muita responsabilidade. Bom, responsabilidade com suas duas irmãs mais novas, mas com estudo, nunca! Luana era uma boa pessoa, com senso de humor e sempre fazia piadas, mas mesmo assim, eu nunca fui muito de conversar com ela. Não sei porquê, mas tinha algo que sempre me impediu de ser intimo dela.

Dorinha, ou Isadora, como fora batizada, era o nosso chaveirinho humano. Pequena como uma criança e fofa como uma, conquistava corações por onde passava. Era muito bem educada e meiga. Confiança e graça emanava dela. Ela era um amor. Era a menor de nós e tinha o cabelo liso e preto. Mantinha um corte no meio das costas e uma franja reta na testa. Usava óculos finos e era bastante magra. Costumávamos chamá-la, quando éramos mais novos, de Tainá, porque ela realmente parecia com a garota do filme. Tinha o tom da pele de uma verdadeira índia. Dora era a namorada de Joca. Digamos que eles eram a prova viva de que os opostos se atraem. Enquanto ela era pequena, frágil, Joca era enorme. Alto e gordo, assustava a todos os desconhecidos com seu tamanho. Mas dentro daquele corpo enorme, havia um coração mole, que se preocupava verdadeiramente com o bem-estar de nossa caçula. Eles se amavam de verdade, você conseguia perceber. Mas só o que nos intrigava era bom, como que entrava? Bom, mas isso é outra história.

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Nada a declarar. (L)

2 de dez. de 2008

Um começo. (?) (2)

Ainda era tarde – ou deveria dizer cedo? – e percebi um movimento no corredor. Podia ser só uma das garotas indo beber água na cozinha ou algo do tipo. Então, quando estava quase esquecendo da fase ruim que meu time estava passando, eu ouvi algo tilintar no chão. Me levantei para ver o que havia acontecido. Passei pelos corpos adormecidos de meus amigos e fui para o corredor.

Quando olhei para o final do corredor, senti o alívio. Não era nenhum ladrão ou algo do tipo. Era só Gabi. Gabi era uma garota alta, da pele morena e do cabelo bastante cacheado. Gostava bastante dela, mesmo com seu temperamento forte e sua impaciência. Ela fora a primeira pessoa que falou comigo quando entrei no colégio. Passaram-se seis anos desde que a vi pela primeira vez. Estávamos cursando, finalmente, o terceiro ano do ensino médio e ela me acompanhara todo esse tempo. Eu amava Gabi, como uma irmã. Ela me conhecia bem e eu a conhecia melhor ainda. Nós realmente agíamos como irmão e irmã: zoando um com o outro, pregando pessoas, brigando por besteiras.

No entanto, agora estava mais distante de Gabi. Ela havia começado a namorar um de nossos amigos e bom, digamos que ele tinha um certo ciúme de como eu agia com Gabi. Sempre estávamos juntos, sempre abraçados, sempre grudados um no outro.

No momento em que vi aquele vulto grande e escuro com uma camisola branca, reconheci-a. Não só por ela ser a maior garota que estava conosco, mas por causa do seu indiscutível modo desajeitado. Sempre estava derrubando algo. Dessa vez, havia sido um garfo que ela havia derrubado.

Ao me reconhecer, ela pôs o dedo indicador na frente da boca, como um gesto que me pedia silêncio. Ela colocou o copo de vidro com água que estava segurando em cima da bancada e veio andando rapidamente até o corredor. Quando chegou a um passo de mim, olhou para meus pés e sussurrou:

- Eu sinto muito. Eu não queria que fosse assim, mas eu o amo, Kauê. Eu sinto muito a sua falta. – e dito isso, ela me abraçou fortemente. Eu a abracei de volta, sentindo falta da força exagerada que ela sempre colocava enquanto me segurava. Estávamos juntos o bastante para eu simplesmente dizer, no ritmo da velha música do Blink, “I miss you, miss you.” Senti as lágrimas de minha irmã de consideração molharem minha camiseta. Eu a abracei mais forte. Eu realmente sentia falta daquela amizade que estávamos cultivando desde da quinta série.

Quando ela se acalmou, Gabi simplesmente voltou para a cozinha, pegou o copo de vidro que deixou sobre a bancada, bebeu a água, que no momento já devia estar quente, colocou o copo dentro da pia, e foi para o quarto em que as meninas estavam dormindo. Fez todo esse trajeto olhando para o chão. Ela estava com vergonha. Vergonha de quê? De ter me abraçado ou de ter admitido que não era forte o suficiente para agüentar a dor da separação de um amigo? Eu não sabia exatamente. Me senti triste também.

Quando ela fechou a porta do quarto, eu finalmente me toquei que estava perto do amanhecer. Fui para a janela da varanda e observei o céu mudar de cor várias vezes e vi o sol nascer.

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Você me tem. Não tentei esconder isso nem nunca vou tentar. (L)